Bitget App
Trading inteligente
Comprar criptoMercadosTradingFuturosStocksRendaInstituiçãoIA e muito mais
Análise - Como a SpaceX-Tesla após a fusão lidará com seus problemas na China

Análise - Como a SpaceX-Tesla após a fusão lidará com seus problemas na China

路透社路透社2026/10/22 06:26
Mostrar original
Por:路透社

Os órgãos reguladores podem exigir que sejam construídas barreiras ("firewalls") em torno dos negócios e dos dados da Tesla na China.

As potenciais opções de desinvestimento incluem separação e acordos de licenciamento.

A fábrica de Xangai responde por mais de 50% da produção global de veículos da Tesla.

- Elon Musk planeja uma grande fusão entre a Tesla TSLA.O e a Space Exploration Technologies SPCX.O (link), mas esses planos provavelmente enfrentarão obstáculos relacionados à China impostos por órgãos reguladores de ambos os lados do Pacífico, devido a preocupações com segurança nacional, compartilhamento de dados e tecnologia.

O homem mais rico do mundo afirmou nesta terça-feira que suas duas empresas (link) já formaram um comitê especial para discutir uma possível fusão, chamando a iniciativa de uma “boa ideia”. No entanto, para tirar o projeto do papel, será preciso resolver o dilema entre a forte dependência da Tesla da manufatura chinesa e o envolvimento da SpaceX com contratos de defesa.

A SpaceX, empresa de foguetes, depende cada vez mais de contratos sensíveis com o governo americano e o setor de defesa, tornando provável que qualquer fusão envolvendo o negócio da Tesla na China seja submetida a uma rigorosa análise por razões de segurança nacional.

Autoridades regulatórias chinesas também exigem que todos os dados de usuários coletados pelo sistema de condução autônoma da Tesla sejam armazenados exclusivamente dentro do território chinês, e qualquer "firewall" deve impedir o fluxo de informações ou tecnologia entre as duas empresas.

A seguir, veja algumas das possíveis medidas que Musk e suas empresas podem adotar para superar obstáculos impostos por Washington ou Pequim.


A Tesla pode manter seu negócio na China?

Uma possibilidade seria que a empresa resultante da fusão estabeleça uma barreira ("firewall") em torno das operações chinesas da Tesla, impedindo a SpaceX e outros departamentos de acessar dados sensíveis. De acordo com Daniel Kollar, chefe do setor automotivo e de mobilidade da consultoria Intralink Group, medidas como essa não são inéditas.

Como exemplo, ele citou a Airbus (AIR.PA) e a Honeywell (HON.O), observando que várias empresas conseguem operar na China e mantêm, ao mesmo tempo, negócios estratégicos de defesa fora do país.

Os negócios de defesa da SpaceX incluem o projeto “Starshield”, que desenvolve sistemas militares e de inteligência via satélite para o Pentágono.

Segundo analistas, barreiras bidirecionais provavelmente seriam o requisito mínimo para garantir que os dados de motoristas chineses da Tesla permaneçam no país. Desde 2021, a Tesla já segue a exigência de reter todos esses dados dentro da China.

Michael Dunne, CEO da consultoria automotiva Dunne Insights, que acompanha de perto o setor chinês, afirmou que a Tesla pode continuar atuando como uma entidade operacional independente na China pelos próximos anos, com autonomia em pesquisa e desenvolvimento, e seguindo à risca o acordo de manter todos os dados no País.

No entanto, Christopher Tang, professor da Anderson School of Management da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e especialista em cadeias globais de suprimentos, observou que satisfazer tanto Pequim quanto Washington em relação a esse “firewall” pode não ser tarefa fácil. Ele disse que o governo chinês provavelmente tentará negociar uma série de condições como requisito para aprovar qualquer fusão proposta.

“A China usará isso como moeda de barganha”, afirmou Tang. “No momento, eles têm o poder de negociação.”

Ioannis Kokkoris, professor de direito da concorrência e economia da Queen Mary University of London, apontou que a China pode buscar duas concessões: acesso tecnológico estratégico para empresas chinesas e o compromisso de manter capacidade produtiva e investimentos no país.

No entanto, exigências de compartilhamento de tecnologia sensível relacionada à SpaceX esbarrariam imediatamente nas restrições de segurança dos EUA.


Sobre o desinvestimento?

Analistas afirmam que o desinvestimento pode seguir três caminhos principais: separação (com a Tesla mantendo a maior parte do interesse econômico), venda com acordo de licenciamento de marca de longo prazo, ou venda direta (possivelmente para outro fabricante de automóveis).

Qualquer forma de desinvestimento traria desafios, incluindo o impasse de quem adquiriria o ativo. Segundo Li Yanwei, analista da Associação Chinesa de Concessionários de Automóveis, as montadoras chinesas não necessitam de capacidade produtiva adicional, sendo improvável que se interessem.

Por outro lado, muitos fabricantes estrangeiros de automóveis atravessam dificuldades financeiras, tornando improvável que assumam a compra. Kollar avalia que Musk estaria mais propenso a desmembrar e vender a operação chinesa do que ceder o controle a terceiros.

No entanto, acrescentou ele, a menos que Musk queira dar sinais de que está se retirando do setor automotivo, é provável que a Tesla tente manter sua operação chinesa dentro da estrutura acionária atual.

Tesla China e a Administração Estatal para Regulação de Mercado da China não responderam aos pedidos de comentário.


China ainda é indispensável para o fluxo de caixa

Uma retirada completa do mercado chinês pode não ser viável. Segundo Zhang Ye (nome transliterado), diretor-gerente da consultoria AutoForesight, com sede em Xangai, fornecedores chineses já estão profundamente integrados ao império de negócios de Musk, e a fábrica de Xangai responde por mais de 50% da produção global da Tesla.

Ainda assim, alguns investidores afirmam que esses fatores não seriam suficientes para impedir a concretização de um acordo.

Brian Mulberry, estrategista-chefe de mercado da Zacks Investment Management — que é investidora tanto da Tesla quanto da SpaceX — destacou que a base de manufatura da Tesla na China é significativa, mas que a fabricante de carros elétricos já está ampliando sua capacidade nos EUA, especialmente para os projetos de robôs humanoides e carros autônomos “Cybercab”. Muitos investidores, segundo ele, focam mais nos planos futuros de Musk nessas áreas.

Mulberry disse ainda acreditar que a Tesla argumentará aos reguladores americanos que suas operações na China não se sobrepõem às da SpaceX; mas, se não obtiver êxito, considera que a empresa poderá fechar ou reduzir suas atividades fabris no país.

“No curto prazo, o impacto é limitado e pequeno o bastante para ser suportável”, avalia ele.

Tang, professor da UCLA, afirmou ainda que, apesar de o futuro da Tesla poder estar fora da China, a atual operação de veículos elétricos da companhia é altamente dependente desse mercado. A maior parte do caixa para investimentos futuros vem justamente da produção local.

“É por isso que a China vai se aproveitar deste momento”, pontua Tang, “porque vocês ainda dependem deles.”


(Para facilitar a leitura de não falantes de inglês, a Reuters disponibiliza traduções automatizadas do seu conteúdo em várias línguas. Como traduções automáticas podem conter erros ou carecer do contexto necessário, a Reuters não garante a precisão desses textos, que são fornecidos apenas como conveniência ao leitor. A Reuters não se responsabiliza por quaisquer danos decorrentes do uso de traduções automáticas.)

0
0

Aviso Legal: o conteúdo deste artigo reflete exclusivamente a opinião do autor e não representa a plataforma. Este artigo não deve servir como referência para a tomada de decisões de investimento.

PoolX: bloqueie e ganhe!
Até 10% de APR - Quanto mais você bloquear, mais poderá ganhar.
Bloquear agora!

Talvez também goste

Nomura alerta: O risco de crédito atual da IA é assustadoramente semelhante à bolha da internet e ao período pré-crise do Lehman, tudo depende do preço do petróleo

A Nomura construiu uma estrutura de "ciclo de crédito de dez anos", qualificando a atual tecnologia de IA e a turbulência no crédito soberano francês como "segunda onda de choque"—historicamente, após o fim desta fase, em cerca de 1 a 2 anos, sempre ocorre uma "terceira onda de choque" que leva à recessão. O principal fator é o preço do petróleo: se o aumento dos preços for causado pelo superaquecimento da demanda, o Federal Reserve dos EUA ficará preso em um dilema de estagflação, incapaz de reduzir as taxas de juros, tornando inevitável a escalada da crise; se o motivo principal for geopolítico, ainda haverá espaço para ajuste das políticas.

华尔街见闻•2026/10/22 08:16
Nomura alerta: O risco de crédito atual da IA é assustadoramente semelhante à bolha da internet e ao período pré-crise do Lehman, tudo depende do preço do petróleo

Perda de 80,7 bilhões de dólares em seis meses e aposta de 750 bilhões em poder de processamento: por que a probabilidade de falência da Anthropic é precificada em apenas 17%?

Os argumentos que sustentam a baixa probabilidade de falência incluem: o crescimento da receita permanece em um nível elevado; investidores estratégicos como Google e Amazon têm forte motivação para manter a operação da empresa; o IPO em si fornecerá novos canais de capital; e a maior parte do prejuízo líquido de US$ 80,7 bilhões é composta por itens não monetários, não representando pressão de caixa imediata.

华尔街见闻•2026/10/22 07:41

VIPEstratégia semanal Tesla

Bitget•2026/10/22 07:36
Estratégia semanal Tesla